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A Rubra é Xata!
A Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra, foi um dos maiores fiascos do futebol brasileiro. Na falta de um melhor futebol, uma faixa no meio da torcida acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: "A Rubra é Xata!", chata com "X" mesmo! ... Mas o que significava essa frase? A curiosidade geral foi satisfeita pelos cronistas goianos, que já conheciam a tradição e as HISTÓRIAS da Associação Atlética Anapolina, clube de futebol sediado na cidade de Anápolis-GO carinhosamente denominado "Rubra" ou "Xata". "Rubra" é a denominação originada pelo uniforme do time nas cores vermelha e branca, em homenagem ao primeiro time de futebol de Anápolis, o Bahia Futebol Clube, que utilizava as mesmas cores. Existe também a versão de que a escolha foi uma homenagem prestada ao América-RJ. "Xata" é uma denominação que vem desde a época do amadorismo, quando o clube montava equipes fracas, que sofriam freqüentes derrotas, porém se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados. Com o advento do profissionalismo no futebol goiano, o clube acabou sendo afastado por vários anos das disputas oficiais. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a equipe foi reestruturada e obteve grande destaque na mídia nacional, conquistando dois vice-campeonatos goianos em 1981 e 1983, o vice-campeonato da antiga 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, atual Série B, TAÇA DE PRATA - 1981, além de participar em quatro campeonatos brasileiros da 1ª divisão, em 1978, 1979, 1982 e 1984, com especial destaque para a grande campanha na TAÇA DE OURO - 1982. Mais recentemente, os melhores resultados alcançados foram o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da Série C de 1998, e o Vice-Campeonato Goiano de 2000. SELEÇÃO DE OURO: Como torcedor, presenciei a fase de ouro da Rubra na época do profissionalismo, e tenho a minha seleção dos jogadores que atuaram naquela época. Se você tem alguma sugestão, me envie por E-mail. Minha seleção de ouro da Rubra: Dilon, Vinícius, Sidney “Papel” Nascimento, Ribas e Niltinho “Fúria”; Paulo Sérgio, Matheus e Ney Ladeira; Jorge Cruz, Sávio “Guerreiro” e “Don” Rodrigues. Também destaco os seguintes jogadores: Déo, Paulo Nelly, Wilson Santos, Barãozinho, Esquerdinha, Gideone, Zé Carlos Paulista, Zé Carlos Serrão, Raimundinho e João Paulo. Merecem destaque também todos os diretores, torcedores e colaboradores, que no passado ou no presente sempre lutaram de todas as formas para manter viva a presença da Xata no cenário futebolístico. Não julgamos necessário mencionar nomes, pois poderiam ser cometidas inúmeras injustiças. O importante é que, mesmo com muito sacrifício, a chama da Rubra está cada vez mais acesa! |